O que me frustra nem sempre é incapaz de suprir meus devaneios.
O que me fere nem sempre é incapaz de me ser útil.
O que me amedronta nem sempre é incapaz me manter seguro.
O que me magoa nem sempre é incapaz de me fazer feliz.
Pois quando me encontro sem fé e sem sonhos para o futuro,
É quando tudo se perde de repente.
O que me dá forças pra viver foi o que sonhei na noite passada.
O que me faz desistir bem antes de lutar é o que me parece óbvio.
O que me gera grande decepção é o que me deu a certeza absoluta.
O que nunca me deu garantia nenhuma foi o amor ao próximo.
Pois no tempo de vida que me foi dado com o que devo fazer,
Nunca recebi garantia nenhuma de que no final eu seria feliz.
Mesmo que seja só por um segundo...
Mesmo que haja uma porção de obstáculos...
Mesmo que o tempo insista em se prolongar...
Mesmo que a idade seja apenas um detalhe...
Até que ponto vale a pena viver realmente
Quando tudo parece ter perdido o sentido?
Até onde desvanece o meu limite
Quando não existe nada e ninguém pra me incentivar?
Até quando ficará acesa a chama da minha vela
Quando o vento frio do inverno insiste em soprar?
Até onde irão as minhas perspectivas
Quando não se enxerga um além com o olhar perdido?
Assim como o ácido dissolve a carne
Assim como o fogo consome a palha
Assim como a presa na boca do predador
Assim como o veneno se espalha no sangue
Define-se a real perda de sentido em tudo.
Fábio Soares
01-02-2008
Está tudo bem comigo.
Estou só um pouco deprimido... |
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